segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Curso: É possível a escola encantar as crianças?


Olá, amigos.
Gostaria de convidá-los para participarem comigo do curso promovido pela Rosaura Soligo, o qual venho participando desde o ano passado.


Se quiserem conhecer um pouco sobre ele, eis um resumo da própria Rosaura:
“É possível à escola encantar as crianças?” nasceu como um curso há uma ano.
Nasceu como uma pergunta e, ainda que as perguntas não cessem, nenhum dos profissionais que fez/faz parte dos nossos encontros tem de fato esta como uma dúvida. Sim. É possível! Como não?!
Foram três os cursos, com o tipo e o tom ajustados a cada grupo, que é sempre esta a proposta. E logo logo acontecerão outros dois.
“Quem ensina a estudar?” veio logo depois e foram dois cursos, em São Paulo e Campinas.



Em seguida, por ideia de quem andou por estes, surgiu outro tempoespaço singular de produção e partilha de conhecimentos: “Metodologias Dialógicas de Formação”.
E “O que querem de nós as crianças?” foi a última ideia, que se revelou iluminada com a presença do psicólogo Alexandre Coimbra Amaral num colóquio ao mesmo tempo potente e delicioso, onde dialogamos sobre temas pouco conversados na educação.
Todos os encontros foram para mim um privilégio! 
É nestes momentos que aprendo coletivamente sobre a educação, sobre a escola, sobre formas de aprender e ensinar e sobre quem somos nós afinal, que tanto desejamos encantar alunos, professores e a nós próprios.
Agradeço a todos que vieram para os cursos – alguns de muuuuuito longe! – com a certeza ou a impressão de que vinham para uma comunidade. “Comunidade que é a amizade cúmplice daqueles que foram mordidos por um mesmo veneno – a amizade consiste em haver sido mordidos e feridos pelo mesmo, em haver sido inquietados pelo mesmo” (tal como diz lindamente Jorge Larrosa).
Agradeço aos muito especiais convidados que vieram contribuir, trazendo suas experiências de encantamento: Cristina Campos, Adriana Alves, Adriana Pierini, Guilherme do Val Toledo Prado, Vanessa Simas, Alexandre Amaral. E a todos que de algum modo ajudaram tudo isso acontecer!



Sobre Rosaura Soligo:

Formada em Psicologia e Pedagogia, mestre, doutoranda e pesquisadora na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. É coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, parceiro de várias Secretarias de Educação no Brasil. Possui experiência com alfabetização de crianças, formação continuada, assessoria curricular, documentação da prática profissional, produção de material pedagógico e vídeos educativos. É autora de livros, publicações institucionais e muitos artigos na área da educação. Integra o GLEACE Grupo Latinoamericano de Especialistas en Alfabetización y Cultura Escrita e o GEPEC Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada. Incentiva pessoas a escreverem e coordena algumas páginas na internet destinadas a essa finalidade e abertas à participação de quaisquer interessados: www.facebook.com/DesAmorosas é uma delas. Página das produções: http://rosaurasoligo.wordpress.com/

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Quando usar os advérbios "onde" e "aonde"

Por  Adirene Morais Santos

Hoje minha dica é sobre os advérbios, “onde” e “aonde”, pois sempre há dúvidas na hora de utilizá-los e na maioria das vezes acabamos empregando-os de forma incorreta.
Confira abaixo seus significados e quando usar:
Onde: Indica lugar em que algo ou alguém está e deve ser usado para substituir vocábulos que expressem ideia de lugar.
       Não sei onde estou.
·         Não sei onde fica a Rua 15 de Novembro.
Aonde: também indica lugar em que algo ou alguém está, porém não deve ser usado com o sentido de localização e, sim de movimento ou destino:
       Aonde você vai?
       Aonde você irá depois do trabalho?
Algumas pessoas não dão o devido valor a aprendizagem da sua língua materna, porém é de suma importância para nosso sucesso profissional e pessoal que saibamos usá-la da forma mais correta possível, por isso não importa aonde você vá ou onde você esteja, procure sempre aprender e usar corretamente nossa Língua Portuguesa, tão bela e encantadora com todas as suas regras e, principalmente suas exceções.
Professora de Língua Portuguesa e Inglesa, moderadora do Grupo Professores Solidários, moradora de Minas Gerais.
Corrijo Trabalhos Acadêmicos e Escolares






domingo, 7 de Setembro de 2014

AS MULHERES DE EÇA

por Adirene Morais

Introdução: Eça de Queirós é feroz inimigo da mediocridade que assola sua época, quer no ambiente social-burguês, em que a falsidade, o mau-caratismo, a avareza e a infidelidade ocupam espaços privilegiados, quer no catolicismo, constituído por um clero excêntrico, formador de ideologias repressivas. Ao trabalhar o adultério, enfatiza suas críticas às instituições e a moral da época.

Objetivo: Este trabalho tem por objetivo refletir sobre o universo feminino nas obras de Eça de Queirós.

Desenvolvimento: Luisa (O Primo Basílio) é a personagem feminina mais desenvolvida por Eça, e que melhor ilustra o tema do adultério. É uma mulher romântica, sonhadora e frágil. Durante a trama, Luísa reencontra o primo Basílio, de quem fora noiva no passado e é convencida por ele a trair o marido, sob a alegação de que estava na moda as mulheres terem um amante. O relacionamento só traz tribulações que lhe roubarão a alegria, quando chantageada pela empregada, que descobre seu envolvimento proibido. Morre de desgosto e remorso. Porém, Basílio sequer estremece com a morte da prima, lamentando apenas por ter perdido uma de suas conquistas. Amélia (O Crime do Padre Amaro) é a personagem mais bem desenvolvida no seu aspecto psicológico. É o resultado trágico de uma formação num meio provinciano e atrasado, centrado em torno do poder eclesiástico. A sua casa é um centro de convivência dos poderosos e amorais sacerdotes da sociedade portuguesa. Aos vinte e três anos, linda e muito desejada, é romântica e sensual. Apaixona-se por Padre Amaro, hóspede da pensão de sua mãe e entrega-se á ele. Grávida, morre no parto e Amaro entrega a criança á uma tecedeira de anjos que a mata também.

Maria Eduarda (Os Maias) é a personagem que Eça menos desenvolveu em termos psicológicos, é mais um modelo perfeito de mulher do século XIX. Era bela e vivia ao lado de um brasileiro. Ao voltar para Lisboa conhece Carlos da Maia, torna-se sua amante, mantendo sem saber, uma relação incestuosa. Protagonizam várias cenas de adultério.

Pode-se dizer através dos comentários acima que Luísa e Amélia, são modelos do tipo feminino do interior de Portugal; ambas foram construídas como figuras portadoras de culpa que, ao contrário de seus amantes acabaram castigadas e punidas com a morte. Maria Eduarda mostrada como a mais inocente, foi punida com menos rigor, não morre, mas parte para um vida desconhecida toda vestida de negro, uma metáfora de que sua vida será como uma morte.

Considerações Finais: A análise destes dados nos leva a compreensão de que as personagens femininas de Eça tiveram suas vidas mudadas por grandes paixões proibidas que lhes renderam um final trágico: duas tiveram suas vidas ceifadas e outra prosseguiu em vida como se não a tivesse.

Referência Bibliográfica:
Queirós, Eça de. O Primo Basílio. São Paulo: Editora Ática, 1995.
Queirós, Eça de. Os Maias.Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.
Queirós, Eça de. O Crime do Padre Amaro.São Paulo: Moderna, 2001.


Este artigo foi escrito enquanto eu era estudante de Letras e apresentado na Semana Cientifica, da Faculdade.

 Adirene é uma das moderadoras do grupo Professores Solidários e corrige trabalhos escolares.
Contatos: adirenemorais@gmail.com