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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Apostila de Produção de texto

A professora Rosângela nos repassou a apostila de Produção de texto que recebeu da profª Vanessa.

Segue abaixo o link correto para baixar



Abraços
Susana Sol
Owner do Grupo Professores Solidários

terça-feira, 26 de abril de 2011

Produção de texto com figuras recortadas

As figuras recortadas de revistas oferecem inúmeras possibilidades de trabalho com produções de frases possibilitando que desenvolvam a criatividade e ampliem o vocabulário.

Além desse trabalho com frases também dá para fazer um trabalho com descrição de pessoas, objetos e locais; criar propagandas de venda dos produtos e casas que encontram nas revistas...

Em minha escola não pedimos revistas na lista de materiais, mas, sempre peço às mães e elas enviam, coloco todas no armário, todos são donos de todas.

Faço trabalhos com folhetos de supermercados também, tanto com atividades de português: formar frases com as figuras, escrever porque gostam do produto, para que são usados, etc. Quanto em matemática. De início digo que escolham dois produtos e somem os preços. Depois que fizeram bastante dessas somas, começam a somar 3 produtos, em seguida digo para que façam a diferença entre um preço e outro. Há ainda a possibilidade de organizar em ordem crescente e decrescente de acordo com o preço, de escrever o preço por extenso...

Os próprios alunos pegam as propagandas nos mercados e trazem 30 exemplares. Precisamos usar diferentes materiais e tipos de textos, além disso economizamos folhas de sulfite. Eles gostam muito das atividades pelo incentivo visual.

Sonia R Ubeda
Moderadora

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PRODUÇÃO DE TEXTO: TÉCNICA DO MONSTRO

Não sei quem é o autor dessa técnica, mas sei que está uma febre no Grupo, por isso estou postando aqui.

Trabalhar com criança requer dinamismo e criatividade da parte do educador. Este deve trazer, no espaço de sua sala, coisas novas que chamem a atenção da criança, convidando-a a agir motora e mentalmente sobre objetos e situações.

A criação de histórias possibilita confeccionar os personagens que se transformam em divertidos brinquedos.

Distribua uma folha em branco para cada criança. Pode até mesmo antes de iniciar a brincadeira contar uma história que motive a imaginação.

Prepare-as para só escutar e desenhar o que vai pedindo, cada um desenha o seu.

O MONSTRINHO

- Tem uma cabeça em forma de círculo bem grande
- Tem três olhos
- Usa óculos
- Seu nariz é uma vassoura
- Sua boca é um barco
- Seu cabelo é um cacho de banana
- Seu chapéu é um avião
- Uma de suas orelhas é um sol
- A outra orelha é sua fruta predileta
- Seu pescoço é uma escada
- Sua barriga é uma forma geométrica qualquer
- Um de seus braços é um utensílio utilizado na cozinha
- O outro braço é um objeto Que há em seu Quarto
- Uma de suas pernas é um objeto utilizado no banheiro
- A outra perna é um objeto Que há na sala de aula
- O monstro adora comer, e sua barriga é transparente. Ele comeu um prédio e um bichinho de estimação.

Desenhado o bichinho, o professor pode sugerir que as crianças escrevam sobre o seu monstrinho.

- Qual o nome de seu monstrinho
- De onde ele veio
- O que veio fazer aqui
- Ele vai ficar aqui por quanto tempo
- Onde ele está morando
- O que ele mais gosta de fazer
- Ele encontrou amigos
- As pessoas gostam dele
- Ele é um monstrinho bom ou mau
- O que ele gosta de comer
- Quando ele vai retomar

Vamos criar uma história para seu monstrinho? Então..... vamos lá!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Produção de texto

Continuando conversa iniciada aqui

Vou colocar um pouco de como trabalho tanto com primeira quanto com segunda série. Todos os dias faço leitura de diferentes gêneros textuais para que os alunos tenham acesso a textos bem escritos, ampliem seu vocabulário e também tenham modelos de diferentes tipos de textos para poderem, mais tarde, criar os seus próprios com autonomia.

Duas vezes por semana faço a leitura e compartilhada (eles tem uma cópia do texto em mãos e acompanham a leitura), 3 vezes por semana eu leio para eles e sempre deixo o livro ou outro portador ao acesso dos mesmos. Essa leitura diária dá muito suporte tanto para a leitura quanto para a produção deles.

A produção oral com destino escrito também é excelente. Começo a produção por listas (sempre no mesmo campo semântico), depois trocando desenhos por palavras, em seguida criando frases com autonomia, o trabalho posterior é o de ampliar frases. Terminado o trabalho com listas e com frases passo para a fase de criar histórias à partir de sequência de gravuras, depois criar o início, o meio ou o final da história. Segue o trabalho com escrita de bilhetes, cartas, criação de acrósticos, criação de propagandas, anúncios e outros tipos de textos semelhantes.

Logo depois os trabalho com reescrita de final de contos e até com reescrita de contos dependendo da turma. Bem, sempre no início da alfabetização a reescrita de cantigas, quadrinhas, parlendas e trava línguas são fundamentais (são os textos de memória).
Trabalho da mesma forma tanto na primeira quanto na segunda série, vou adaptando para as necessidades e o nível da turma. A dificuldade vai aumentando de acordo com as competências e habilidades que as crianças vão conquistando, e, quanto mais progridem, mais vou lançando novas dificuldades.

Na primeira série, o professor pode atuar como escriba, os alunos vão ditando e o professor vai registrando na lousa. Sempre, ao iniciar qualquer trabalho com produção textual, costumo fazer uma roda de conversa para ver o que eles dominam, o que precisam saber.... Eles tem liberdade para colocar o que pensam e, dessa forma, vão comparando o que sabem com o que os outros sabem, vão trocando idéias e criando outras.

Só se aprende a ler e a escrever lendo e escrevendo. A autonomia de criar textos de autoria vai sendo construída aos poucos e, por isso, é tão importante o contato com os textos bem escritos e a troca de experiências.

Quanto mais eles se lançarem sem medo na produção de texto tanto mais vão melhorando na mesma. Quanto a avaliação, ora avalio somente a idéia, ora avalio a coerência, a sequência de idéias, o desencadeamento......

Eu amo trabalhar com produção de textos e gosto de acompanhar o processo assim que eles estão criando para ir lançando questionamentos de forma que possam refletir sobre o que e como estão escrevendo. Acho também importante que compartilhem, que socializem seus escritos. Eles precisam notar que tudo que escrevemos não escrevemos apenas para nós mesmos, que outros irão ler nossos escritos e que é importante que escrevamos da melhor maneira possível para que o outro não tenha dificuldade em ler (ortografia, pontuação, segmentação, paragrafação) e que entendam perfeitamente a idéia que tivemos ao escrever (coesão e coerência).

Quando trabalhamos com reescrita ou com criação de textos de autoria os alunos tem um grande progresso. Valorizar o crescimento de cada um também é fundamental ( é o tal do levantar a bola do aluno) elevar a autoestima. Costumo incentivar as crianças a ler suas produções para outras turmas e peço que os professores também façam esse intercâmbio. Eles gostam muito disso. Além de ler suas produções também podem ler um livrinho ou poesia que gostaram.

bjs querida e continue com seu excelente trabalho, sua turma está muito bem
Sonia R Ubeda
Moderação

Produção de texto

Continuando a conversa iniciada aqui

Me corrija se eu estiver errada.Não quero justificar meu trabalho, mas acredito que a turma teve um avançosignificativo.

Em uma sala de 9 alunos, onde apenas 2 liam....hoje apenas 1 deles não foi alfabetizado....está realizando acompanhamento na PUC, visto que no meio do processo perdeu o pai de forma trágica e esqueceu de tudo...

Entendi que preciso sim estimular a escrita através das atividades mencionadas por vocês, mas que devo respeitar o ritmo de cada um. Certo?

Eles realizam leitura e interpretação com facilidade. Quando elaboro atividades, de qualquer disciplina, eles realizam a leitura e a atividade proposta com autonomia.

Somente na produção mesmo que fiquei em dúvida.

Bjs

xxxxxxxxxxxxxxx

Resposta

No meu pequeno ponto de vista, se seus alunos avançaram e até interpretam, agradeça a Deus, pq o que a gente sabe é que o contrário é que acontece em nossas escolas.

Agora com absoluta certeza te garanto que eles escreverão muito se lerem muito.
Motive seus alunos a ler. Leia histórias para eles, imite vozes e barulhos, faça das tripas o coração, para eles terem o prazer de ler.

Nunca, mas nunca force-os a ler, pois a implicância e a raiva será criada. Cresci num lar de pais leitores, graças a Deus. Quando via minha mãe lendo, sempre queria saber o que era e para meu desespero eram livro de políticas, espiritualidades e nada de meu interesse, mas mesmo assim, ela sem poder, comprava livrinhos de histórias e deixava-os pelo sofá, mesa.

E eu caía na armadilha. Outras vezes emcontrava ela lendo, sempre iniciando, um dos livros de história e sempre dando gargalhadas. Eu, caía na hora e ficava ao lado dela tentando ler. Quando ela deixava o livro, acho que não virava nem uma página, eu corria e pegava-o.

Depois ela sempre perguntava o que eu havia achado, e a gente discutia muito. Hoje, eu sei que nessas horas, os valores morais e éticos eram introduzidos. Lembro que minhas colegas de escola, sempre pediam minha ajuda para fazer redação, pois sempre foi o meu forte. Porquê? Porque sempre li mto.

E assim, com a leitura, a interpretação e a escrita, vão crescendo a cada dia.

Nas minhas turminhas, quando eles estavam bem, com frases maiores, eu levava várias gravuras e colava-as no papel pardo e ia perguntando o que a gente podia ver na gravura. Como uma descrição, só que em frases.

Sempre realizava este exercício com eles oralmente e depois cada um ia escrever uma frase que a turma havia formulado, no papel pardo. Com o passar do tempo, entravam as regrinhas:

Proibido escrever : papai, mamãe, vovó , pato, é, aí etc

Eles pensavam que era o jogo do não pode: mas, é , porque tinha as palavras nunca, sim e não. Era uma diversão na sala!

Como sempre guardei material deles, mais tarde, muito mais tarde, mostrava as frases antigas e comparava com as atuais. Era incrível a diferença. Eles criavam frases com tanta facilidade, até com 2 orações.


bjs

Marta Bernardes M
Moderadora

Produção de texto

Professores Solidários

Desculpem pela minha ignorância, mas preciso de uma orientação. Há 3 anos leciono no 2º ano e, não consigo com que meus alunos realizem uma produção de texto com mais de 5 linhas.

Veja um exemplo: As crianças deveriam transformar um texto prescritivo em narrativo –

Brincadeira “O mestre mandou”

Veja a produção de um dos alunos:

Se o mestre falar pula, as crianças não devem obedecer e, se ele falar o
Mestre Mandou pular tem que obedecer.

Assim este aluno realizou a atividade avaliativa. Minha dúvida é sobre os parâmetros....o que seria normal.....como avaliar essa produção????

Aguardo uma resposta, ok?
Valéria

Resposta

Olá, xxxxxxx

Acho muito pertinente essa discussão. Você colocou em questão uma dúvida que perpassa por muitos professores, porém nem todos possuem a humildade de perguntar, realmente, enquanto educadores aprendemos muito sobre o que devem saber os educandos, mas dificilmente perguntamos como ensinar determinado assunto para eles. Vemos que ao fazermos trocas com outros pares, contruimos uma grande rede de saberes e vamos percebendo que ainda temos muito o que aprender.

Nem sempre a intervenção de um grupo é eficaz em outro grupo,principalmente pelo contexto social e cultural onde esse grupo está inserido. Mas com certeza, existem pesquisas que nos orientam porque os alunos agem de determinada maneira e ir em busca desse conhecimento é que faz o diferencial na vida de um educador.

Frank Smith diz o seguinte "Questionei o mito segundo o qual uma pessoa pode aprender a escrever através da educação e prática constantes. E deparei com um sério problema: escrever requer uma enorme bagagem de conhecimentos específicos que não podem ser adquiridos em palestras, livros-texto, treinamento, tentativa e erro,ou mesmo pelo próprio exercício da escrita. Um professor pode lançar às crianças tarefas que resultem na produção de uma quantidade pequena, mas aceitável de frases, mas é necessário muito mais do que isso para que alguém se torne um competente e versátil escritor de
cartas, relatórios, memorandos, atas, monografias, e talvez até alguns poemas ou obras de ficção esparsos, adequados às exigências e oportunidades de situações extra-classe. Onde é que as pessoas que escrevem adquirem todo o conhecimento de que precisam?

A conclusão a que cheguei então era tão problemática quanto o problema que precisava resolver: concluí que somente através da leitura é que os escritores aprendem todos os mistérios que conhecem (...) Para aprender a escrever, as crianças precisam ler de uma maneira muito especial."

Essa maneira especial que ele propõe é oferecer para os alunos suportes de textos que se queira trabalhar, se você quer que seu aluno aprenda a transformar um texto prescritivo em narrativo, precisa tomar os caminhos. Leitura oral de um texto narrativo, depois reconto oral coletivo. Na próxima etapa você oferece a eles leitura individual e coletiva. Depois trabalhe com reconto oral tendo o professor como escriba e finalize com a produção de autoria. Sem esse preparo, dificilmente seus alunos irão fazer esse texto. É necessário conhecer o que se propõe a escrever. Imagine que nós não sabemos fazer determinados ofícios, porém nós temos a autonomia de procurar na
internet o "modelo" e então, fazemos o que precisamos, mas sem o modelo fica difícil.

De que forma avaliar??? Agora sim, após o trabalho de forma sistemática, o aluno já conhece o texto, o que se espera que ele faça e então ele é capaz de fazer com autonomia. A avaliação irá me mostrar o que ele já conseguiu vencer, quais etapas do processo ele já passou.

Se lermos Vygostky, nível de desenvolvimento real ( o que ele sabe sobre texto narrativo)/ zona de desenvolvimento proximal (que situações o professor irá propor para que ele se aproprie desse conhecimento)/ zona de desenvolvimento potencial (o que ele faz com a ajuda do professor ou o colega que conhece mais)

É necessário aproximar esse nível de desenvolvimento potencial para que se torne nível de conhecimento real. Somente assim, você poderá dizer que houve de fato aprendizado.

Conte conosco sempre

Abraços
Susana Sol
Owner do Grupo